Elise
— Que saudades! — Amélia pegou Hazel dos meus braços e o abraçou. Ele chorou assim que viu a mãe.
Eu sorri contagiada por esse momento.
O motorista entrou trazendo suas malas e a deixou no hall de entrada, havia outros empregados próximos, assim como a governanta que, como sempre, não esboçava nada em sua cara enrugada.
— E você, minha querida, como está?
— Bem. Fez boa viagem? Bem vinda.
— Obrigada, querida, viagens a trabalho não são tão boas, mas a recompensa está em retornar. — Ela beijou a bochecha de Hazel lhe arrancando uma risadinha em meio ao choro baixo.
Sua chegada me deixou feliz e mais leve. Depois da noite de ontem, eu precisava me concentrar em outras coisas.
— Já tomou café?
— Não senhora.
— Perfeito, vai se juntar a mim, estou faminta. Mary, providencie um café bem reforçado lá fora, o dia está ótimo.
Não olhei para ver o seu desgosto em me servir. Aquela governanta sempre era muito intragável, felizmente, ela tinha muito o que fazer e não ficava tanto no meu p