Havia um erro. Era uma verdade operacional básica: nenhum sistema, por mais sofisticado, funciona sem folgas mínimas para absorver o inesperado. O problema é que, naquela fase, a margem deixara de ser técnica. Tornara-se emocional. E isso era infinitamente mais difícil de controlar.
Anthony foi o primeiro a nomear o que todos já sentiam.
— Estamos trabalhando com menos espaço do que antes — disse, encarando a tela principal. — Não porque sabemos menos. Mas porque há mais decisões que não podem mais ser adiadas.
Dominic não respondeu de imediato. Estava em pé, próximo à janela, observando o pátio interno onde Liam brincava sob supervisão. Elena estava sentada no banco de pedra, atenta, mas sem interferir. Apenas presente.
— A margem diminui quando o custo do erro aumenta — Dominic disse, por fim. — E o custo agora é claro demais.
Anthony assentiu.
— Isabella sabe disso.
Não era uma constatação nova. Mas agora havia algo diferente: Isabella também sabia que eles sabiam. O j