A casa parecia tranquila demais depois da visita de Isadora.
Não havia eco de discussão nos corredores, nem portas fechadas com força, nem silêncio hostil espalhado pelo ambiente. Pelo contrário. A rotina retomara seu curso com naturalidade quase irritante, como se a tentativa de desestabilização tivesse sido apenas um ruído passageiro. Lorenzo desenhava no chão da sala menor, completamente concentrado na construção de um universo colorido que só ele parecia entender. Helena conduzia a cozinha