A manhã começou com uma quietude peculiar, como se a mansão estivesse observando meus passos. Talvez fosse só impressão, resultado das palavras que Dante havia dito na noite anterior. Meu corpo ainda carregava a memória do toque dele — como se algo tivesse mudado no ar, no meu ritmo, no meu jeito de respirar.
Quando cheguei à sala de brinquedos, Lorenzo estava cercado por blocos de montar, criando estruturas que só faziam sentido na imaginação dele. Ao me ver, abriu um sorriso pequeno, mas chei