No dia seguinte, acordei com a sensação física de ressaca, mas sem ter encostado em uma gota de álcool. Era outra coisa, ressaca moral, talvez.
Por alguns segundos, ainda nos 10% de inconsciência entre o sono e a vigília, o cérebro tentou seguir a programação normal: “acorda, Emmy, rotina, café, criança, trânsito, estágio, vida”.
Aí, como se alguém tivesse apertado um replay interno, as imagens da noite anterior passaram num filme acelerado: sofá, luz baixa, Joana dormindo, a mão do Matteo no