56. Beatrice Moreira
O vestido azul-marinho que Marie trouxe para mim naquela tarde parecia pesado demais para os meus ombros. Não pelo tecido, mas pelo que representava. Um jantar formal. Todos presentes. O anúncio que mudaria tudo.
— Você está linda — disse Marie, ajustando a alça do vestido. — Mas parece que vai para um funeral.
— Talvez esteja. — Encarei meu reflexo no espelho. — O funeral de um acordo. O começo de uma guerra.
Ela apertou meu ombro em silêncio e saiu.
Desci as escadas com o coração na garganta.