O almoço se estendeu com uma naturalidade que não exigia esforço de ninguém. Não houve aquele silêncio desconfortável que pede preenchimento imediato, nem conversas forçadas para sustentar um clima artificialmente leve. Tudo fluiu no tempo certo, conduzido com habilidade por Helena, que parecia dominar com precisão o equilíbrio entre presença e espaço. Ela falava quando necessário, observava quando conveniente e, acima de tudo, sabia quando permitir que o ambiente respirasse por conta própria.