Magno não dormiu.
Não conseguiu.
A palavra ecoava.
Repetia.
Grudava.
Positivo.
Ele fechava os olhos — e via.
O envelope.
O homem.
Lívia.
Os dois juntos.
E depois—
o sorriso contido.
A troca de olhares.
Aquele tipo de silêncio que dizia tudo.
— Eu vi — murmurou para si mesmo, passando a mão pelo rosto. — Eu vi os dois comemorando o resultado positivo do teste de gravidez.
Aquilo queimava.
Por dentro.
Porque não era só ciúme.
Era algo pior.
Muito pior.
Er