O quarto era pequeno.
Silencioso demais.
O ventilador girava no teto com um som constante, quase irritante, como se lembrasse a cada segundo que ali… não havia mais nada.
Lívia sentou-se na beirada da cama.
As mãos pousadas sobre o colo.
Vazias.
Pela primeira vez em muito tempo…
ela não tinha o que fazer.
Não havia mochila para arrumar.
Não havia horário de escola para cumprir.
Não havia voz infantil chamando por ela no meio da casa.
Nada.
Só o silêncio.
Ela respirou fundo.
Tentand