115. Não Importa O Que Aconteça
Quando finalmente consigo parar de chorar, Lucas limpa minhas lágrimas com o polegar, me encarando com aquela intensidade que sempre me desarma.
— Você vai ficar bem — ele murmura, roçando os lábios nos meus. — Nós vamos ficar bem.
Assinto, ainda sem conseguir falar direito.
Ele se inclina e me beija devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo. Como se estivesse me lembrando de que, não importa o caos lá fora, aqui, nos braços dele, estou segura.
— Cinco dias — sussurra contra minha boca. —