Nosso filho

Raia acordou com dor aguda no dedo.

Não a dor suave de acordar com membro dormente. Mas dor afiada, penetrante, como se algo pequeno e muito determinado estivesse...

Mordendo.

Seus olhos se abriram de supetão, o sono dissipando instantaneamente.

E olhou para baixo.

Para a criatura minúscula presa a seu dedo indicador com mandíbulas surpreendentemente fortes.

Escamas negras. Asas dobradas contra corpo do tamanho de sua mão. Olhos enormes e dourados e fixos nela com intensidade feroz brilhando
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