Kael não havia chorado em quinhentos anos.
Não era orgulho. Era simplesmente que em quinhentos anos havia aprendido a transformar tudo que doía em outra coisa. Em ação. Em distância. Em aquela frieza calculada que mantinha o mundo funcionando quando o mundo tentava parar.
Estava aprendendo agora que há coisas que não se transformam. Que ficam exatamente do tamanho que são.
- RAIA.
O nome saiu diferente dessa vez. Não grito. Não ordem. Algo que ele não havia usado a voz para fazer em muito tempo