As palavras de Clara saíam misturadas ao choro em um desespero tão real quanto angustiante. A peguei no colo e me sentei na poltrona de Daniel com ela agarrada ao meu pescoço.
— Calma, meu amor. Teve um sonho ruim?
— Não, Clau vai me levar embora. Ela disse que a mamãe estava esperando, mas não estava nada.
Ela olhou para Daniel ainda soluçando.
— Desculpa, papai, eu mordi ela.
— Mordeu? Mordeu quem, Clara? Calma, foi só um pesadelo.
Daniel se agachou à nossa frente, ele estava falando com a fi