VALENTINA
Ao amanhecer, acordei com o coração disparado e o corpo ainda tremendo. O sonho tinha sido tão vívido que parecia real: as mãos grandes de Leon deslizando pela minha pele, os lábios dele devorando os meus, o peso dele sobre mim enquanto me tomava sobre a mesa da cozinha. Eu estava molhada – não só de suor, mas de um desejo que latejava entre as pernas. Os lençóis estavam amarrotados, marcados pelo rastro daquele sonho que me deixava envergonhada e frustrada ao mesmo tempo.
— Droga