Passaram-se alguns dias desde que Jana foi embora.
Eu acordava cedo, ajudava Cecília a se vestir, preparava o café dela, sentava ao lado da menina enquanto ela desenhava ou treinava as letras que eu insistia em ensinar. Cecília continuava silenciosa, porém, expressiva nos olhos, nas mãos pequenas, nos gestos delicados.
Às vezes eu a observava e pensava que, de alguma forma, nós duas éramos parecidas: sobreviventes caladas, tentando entender um mundo que parecia grande demais.
Quanto a Adriano,