ADRIANO
Entrei no Centro de Reabilitação exatamente às quatro da tarde. Nem um minuto antes, nem um depois. Olhei para o relógio no pulso como se aquilo fosse um sinal, uma espécie de compromisso silencioso comigo mesmo. O prédio continuava o mesmo: discreto demais para quem passava pela rua, quase invisível, como se não quisesse ser encontrado. Talvez fosse isso. Ninguém vinha ali porque queria. Vinha porque precisava.
Empurrei a porta de vidro e fui recebido por aquele silêncio peculiar, queb