####CAPÍTULO 03

Vitória permaneceu no quarto com Emily, enquanto Alex, seu irmão mais novo, abraçado à sua naninha, dormia profundamente no chão.

— Ele estava protegido por um paninho suave que abafava os sons ao seu redor, proporcionando-lhe um abrigo reconfortante.

O ambiente estava tranquilo, quase sereno, os raios de sol filtrando pelas cortinas rendadas e criando um padrão de luz suave no tapete.

— Sentada à mesinha de chá, cercada por pequenos brinquedos que pareciam ser parte do seu mundinho mágico, Emily observava Vitória com atenção, absorta em cada movimento dela.

— Lady Emily — começou Vitória, com um tom suave que lembrava a brisa da manhã — preparar chá é como criar uma pequena obra de arte; exige calma e um toque especial de cuidado.

— O primeiro passo é manter a postura correta, como se estivéssemos numa cerimônia, eretas e dignas, como flores em um jardim que se inclinam levemente para a luz.

Depois, devemos ser delicadas, tratando cada ingrediente e movimento com a gentileza que teríamos ao manusear pétalas preciosas, como se cada gesto fosse uma prece silenciosa à beleza do momento.

— Emily endireitou as costas, sua expressão refletindo um misto de concentração e encantamento, interessada profundamente no que sua professora tinha a compartilhar.

A curiosidade pulsava dentro dela, crescendo a cada palavra que saía dos lábios de Vitória como se fossem segredos de um mundo só delas.

— Assim? — perguntou ela, tentando emular a postura de sua mentora, com os ombros puxados para trás e as mãos delicadamente pousadas sobre a mesa, como se estivesse praticando para um grande evento.

— Perfeito — afirmou Vitória, um sorriso caloroso iluminando seu rosto. — E agora, quantos torrões de açúcar você gostaria?

Pense antes de responder, pois isso faz toda a diferença no sabor do chá; cada escolha é uma parte importante dessa alquimia.

— O açúcar não é apenas um tempero, mas um toque de amor que pode transformar o simples em algo extraordinário.

— Dois por favor— respondeu Emily, com a certeza de que uma verdadeira connoisseur, como se a decisão tivesse sido maturada em seu coração e mente.

Com um gesto imaginário, Vitória simulou o ato de adicionar açúcar à xícara, o movimento suave e elegante, como se estivesse conduzindo uma dança delicada em uma elegante cerimônia de chá da tarde.

— A atuação parecia tão vívida que Emily quase conseguia sentir o açúcar derretendo-se no calor da água, trazendo um aroma doce e acolhedor ao ar.

— Agora, mexa três vezes, mas faça isso sem barulho, como se estivesse em um local onde as palavras são sussurros e os sons são suaves, uma sinfonia de serenidade.

— Cada movimento deve ser intencional, não apressado, como se o tempo não importasse e o momento fosse feito apenas para vocês duas.

Concentrada, Emily ergueu cuidadosamente a xícara, quase como se estivesse segurando um tesouro precioso, e seguiu as instruções de Vitória à risca.

— Cada movimento era executado com uma atenção meticulosa, a criança desejando chegar à perfeição desse ritual quase mágico.

De repente, com um brilho de curiosidade nos olhos, ela lançou uma pergunta inocente: — Você mora aqui nessa cidade lady Vi?

— Não — respondeu Vitória, com tranquilidade, a voz carregada de suavidade, como se estivesse contando um segredo que precisava ser guardado entre elas.

O ambiente ao redor parecia silenciar, dando ainda mais peso àquela revelação.

— Você tem mamãe? — a pergunta de Emily era despretensiosa, mas carregava uma profundidade que fazia o coração de Vitória apertar levemente.

Vitória hesitou por um momento, buscando a escolha correta das palavras, sempre atenta para não alarmar a menina.

Sabia que revelar demais poderia invocar tempestades de ansiedade.

— Tenho, sim — disse finalmente, um sorriso de saudade nascendo no canto dos lábios.

— E papai? — Emily insistiu, sua voz um suave sussurro, como se temesse que a resposta pudesse quebrar a magia daquele momento.

— Também — respondeu Vitória, sua voz firme, mas clara, tentando transmitir um sentimento de esperança, como um farol na escuridão.

Emily refletiu por alguns segundos, suas pequenas sobrancelhas se franzindo enquanto pensava com profundidade.

Ela finalmente perguntou, com uma inocência tocante: — Eles vêm te buscar depois?

— Não hoje — explicou Vitória, com um tom de voz reconfortante.

— Hoje eu fico aqui com você e o Lorde Alex, é nosso próprio mundo por um tempo, e isso é especial.

Emily virou-se para o bebê que dormia tranquilamente ao lado dela, um laço de ternura evidente em seus olhos.

— Ele chora muito quando está triste — observou, a preocupação transparecendo em seu pequeno semblante.

— Eu sei — respondeu Vitória, como se estivesse falando com alguém que não apenas entendia as palavras, mas também a língua dos sentimentos. — Mas agora ele está apenas descansando, assim como nós todos precisamos de um tempo de paz às vezes.

— Cada um de nós carrega suas batalhas silenciosas, mas é importante encontrar momentos para simplesmente ser.

— Você vai embora amanhã? — a voz de Emily, ao fazer a pergunta, carregava um leve tremor, como se uma parte dela temesse a resposta.

Vitória fixou os olhos em Emily, avaliando a seriedade da pergunta, como se estivesse tentando decifrar um enigma importante que poderia mudar a atmosfera daquela tarde.

— Se você desejar que eu fique, talvez eu fique, e seu pai me contratar.

— O que importa mais é o que você sente — disse Vitória, com um toque de sinceridade que ecoava na sala.

— Eu realmente aprecio sua companhia, Lady Vi — disse Emily, um largo sorriso iluminando seu rosto enquanto voltava a brincar com a xícara, como se o ato fosse uma forma de representar toda a alegria que a presença de Vitória lhe trazia.

— Vitória, inclinando a cabeça em surpresa e tocada pela sinceridade da menina, respondeu, seu coração aquecido pela generosidade daquela criança: — Você é muito amável, Lady Emily, sua gentileza ilumina o ambiente, e agradeço por isso.

Você merece ter sempre pessoas ao seu redor que apreciem a luz que você traz ao mundo.

— Enquanto isso, Alex repousava em um sono profundo, algo que não acontecia há dias, como se cada momento de descanso dissipa as tensões acumuladas das últimas semanas.

O cansaço não era apenas físico; sua mente, sobrecarregada por preocupações e responsabilidades, finalmente encontrava um breve refúgio na serenidade do sono.

— Emily, sentada à mesinha de chá, estava atenta e com a postura ereta, imitando cada movimento de Vitória com uma seriedade quase solene, como se estivesse participando de uma celebração silenciosa do lar.

Ela observava com olhos curiosos enquanto Vitória falava baixinho, com paciência, sem perceber que estava sendo observada. Era um momento delicado, cheio de um conforto tácito, onde palavras eram dispensadas em favor de gestos suaves e suaves, criando uma atmosfera que respirava calma.

— Alexander, que havia se detido à porta do quarto, franziu a testa em admiração ao presenciar aquela cena encantadora, sentindo uma onda de ternura por ambas.

No fundo, ele sempre soube que aquelas figuras femininas ao seu redor traziam um tipo de luz que iluminava até os dias mais escuros.

— Após alguns momentos de observação silenciosa, em que ele quase esqueceu sua própria presença, e delicadamente, quebrando o encantamento do instante como se estivesse despertando de um sonho.

Imediatamente, Vitória levantou os olhos e se pôs de pé, com a postura ainda carregando uma simplicidade que era, ao mesmo tempo, digna e alta.

— Seus olhos brilhavam com um misto de surpresa e respeito, como se a alegria de ver Alexander novamente fosse um presente inesperado.

— Boa tarde, senhor — saudou ela, suas palavras carregadas de um calor maternal que parecia preencher o ambiente.

— Ele dormiu — murmurou Alexander, mais para si do que para a moça, seu olhar fixo na forma tranquila de seu filho, um pequeno ser que agora parecia flutuar entre os mundos do sonho e da realidade.

— Sim, senhor — respondeu Vitória de maneira simples, como se aquela informação fosse o melhor resumo de um dia cansativo.

— Ele estava cansado e precisava de um pouco de silêncio.

— O dia foi longo e cheio de estímulos; você sabe como as crianças são sensíveis a isso.

Com cuidado, Alexander entrou no quarto, esforçando-se para não acordar o bebê que dormia tranquilamente em seu pequeno berço.

— A luz suave que filtrava pela cortina pesada oferecia um tom sereno ao ambiente, enquanto os suaves sons da casa pareciam se silenciar em sinal de respeito pelo descanso da criança.

— O que você fez? — perguntou ele, seus olhos fixos na expressão de Vitória, que transparecia uma paz quase maternal.

— Reduzi os estímulos — explicou ela, com um sorriso que revelava orgulho por suas decisões maternas.

— Mantive uma leve escuridão, diminuí o ruído e deixei algo para ele segurar.

— É como criar um ninho seguro para um pássaro; um ambiente calmo e acolhedor é essencial para que a criança possa descansar.

Quando ela se sente protegida, é mais fácil para o corpo e a mente se entregarem ao sono revitalizante que precisam para crescer e se desenvolver.

— Cada pequeno detalhe importa, desde a temperatura do quarto até a textura do objeto que ela está segura.

Alexander assentiu, pensativo, refletindo sobre as técnicas que sua esposa utilizava.

— Ele não tinha consciência de como seus olhos poderiam brilhar ao falar sobre o filho como uma pequena obra-prima em constante evolução.

O amor de Vitória por suas crianças era profundo e abrangente, como um artista dedicado a sua criação mais preciosa.

— E Emily? — ele perguntou, a curiosidade a sua voz com um toque de ansiedade.

Ele queria entender mais sobre o cotidiano das duas, as pequenas batalhas e conquistas que aconteciam naquelas horas que muitas vezes pareciam tão simples e, ao mesmo tempo, tão significativas.

— Estávamos brincando — respondeu Vitória, a leveza em sua expressão refletindo a alegria da mãe.

— É como se as crianças fossem pequenas plantas que precisam de rotina e atenção para florescer.

Um simples jogo de montar ou uma história contada em voz suave pode fazer toda a diferença no humor delas.

— O que pode parecer trivial para um adulto é uma grande aventura para elas, uma nova descoberta em cada risada e cada tentativa.

Nesse momento, Emily, olhando para o pai com um brilho travesso nos olhos, interveio:

— Papai, a Lady Vi é muito educada, eu gosto dela— comentou Vitória, com um brilho nos olhos que revelava a admiração que sentia pela figura maternal que acabara de conhecer.

— Sua voz era leve, mas carregava um tom de seriedade que tornava suas palavras ainda mais ressoantes.

Surpreso, Alexander arqueou uma sobrancelha; a menção à "Lady Vi" o pegou de surpresa.

— Ele não esperava uma referência tão formal e carinhosa vinda da filha, o que apenas aumentava seu interesse sobre quem essa nova pessoa era em suas vidas.

— Lady Vi? — questionou, seu tom uma mistura de curiosidade e leve incredulidade.

A ideia de uma "Lady" que poderia estar inserida em suas vidas despertava nele uma série de perguntas sobre a nova babá e suas intenções.

— Foi assim que ela se apresentou — explicou Vitória, com uma sinceridade tranquila.

Sua voz soava como uma âncora firme em meio a uma tempestade, transmitindo confiança, como se já estivesse acostumada a lidar com pessoas importantes, mesmo que essas não fossem seus habituais círculos sociais.

— Ela gesticulava suavemente enquanto falava, como se estivesse pintando uma imagem na mente do pai sobre o caráter da babá.

Alexander com um leve sorriso ao perceber a admiração da filha.

— Era raro ver Vitória tão animada por alguém, e isso o fez sentir um misto de curiosidade sobre Lady V e alívio por sua filha estar se adaptando.

— Diana mencionou que você não tem experiência — disse ele, tentando conectar as peças e, ao mesmo tempo, avaliar a situação de forma cautelosa.

— É verdade, senhor — respondeu Vitória, olhando intensamente nos olhos dele, com uma determinação que refletia a maturidade que ela vinha adquirindo.

— Nunca cuidei de crianças antes.

É um desafio, mas estou disposta a aprender.

— Sinto que tenho enraizado em mim uma vontade de cuidar que nunca antes havia explorado.

— Então, como você conseguiu? — perguntou, seu tom agora mais suave, enquanto fazia um gesto sutil indicando o bebê que dormia tranquilamente, como se quisesse entender o que havia por trás daquela calma inexplicável.

— Vitória hesitou apenas por um breve momento, como se estivesse organizando suas ideias, como um artista selecionando as cores certas para sua paleta.

Ela queria transmitir sua paixão por aprender, não apenas com palavras, mas com uma convicção que dançava em seu olhar.

— Eu estudei — disse, confiante, como se estivesse apresentando uma pintura finalizada.

— Passei a noite aprendendo no YouTube, como já te contei antes.

Muitos pais compartilham suas experiências online, mostrando desde como trocar fraldas até técnicas eficazes para acalmar os bebês.

— É como se cada vídeo fosse uma aula prática, onde cada movimento e cada dica se desenrolam diante de mim em tempo real, permitindo-me absorver cada lição e transforma em algo tangível.

É incrível como a tecnologia pode conectar pessoas e criar compartilhamentos de sabedoria entre estranhos.

— Alexander passou a mão pela testa, claramente surpreso com a resposta, como se estivesse tentando entender um truque inesperado.

Ele começou a ponderar sobre tudo o que havia em jogo, sua filha, as novas dinâmicas familiares e o constante influxo de novas influências em suas vidas.

— Você aprendeu a cuidar de um bebê assistindo vídeos no YouTube? — indagou, com um tom de incredulidade misturado a um leve respeito.

À medida que as palavras escapavam de seus lábios, ele se perguntava como poderia haver tanta informação ao alcance de todos, transformando o modo como se aprendia e interagia com o mundo.

— Sim, senhor — respondeu Vitória com a mesma naturalidade, como se fosse a coisa mais comum do mundo, como aprender a cozinhar assistindo a uma receita online.

Ela parecia confortável em sua própria pele, quase desafiadora em sua convicção.

— Aprendi com mães, não com babás. Esses vídeos mostram dicas práticas, como acalmar um bebê chorando ou a melhor forma de trocar fraldas, como um guia passo a passo que transforma um desafio em algo mais acessível.

É como navegar em um mar desconhecido, com cada tutorial servindo como uma luz na escuridão, mostrando que, mesmo sem a presença física de um mentor, eu poderia desenvolver a habilidade necessária com paciência e dedicação.

— O silêncio se instalou entre eles por alguns instantes, criando um espaço propício para reflexão.

Foi um momento de ponderação, no qual os pensamentos de Alexander povoaram sua mente, questionando-se se a era digital realmente poderia substituir as lições da vida real, que muitas vezes são tão ricas e complexas.

— O peso da tradição e da vivência parecia se opor à fluidez das novas formas de aprendizado.

— Você sabe que isso é... um pouco improvável — comentou ele, com um toque de incredulidade na voz, lembrando quantas vezes já ouvira que a experiência prática era fundamental, como um artista aperfeiçoando sua técnica com horas de prática.

— Para ele, havia uma beleza intrínseca em observar e aprender com a experiência de outros, que por décadas haviam transmitido seus conhecimentos de geração em geração.

Entretanto, não pôde deixar de considerar a possibilidade de que, talvez, a tecnologia pudesse oferecer novas maneiras de entender e integrar essas lições antigas no contexto contemporâneo.

— Eu sei — respondeu Vitória, firme em sua convicção e mantendo o olhar persistente, como uma águia que não desvia a atenção de sua presa.

— Mas funcionou, o que realmente importa é que o bebê está feliz e bem cuidado, como um jardineiro que arruma cada folha e rega cada flor, respondendo às necessidades da sua pequena horta mesmo sem um manual de instruções para guiá-lo.

O olhar de Vitória estava mergulhado na tranquilidade do pequeno Alex, que dormia tranquilamente, um retrato do sucesso da abordagem de Vitória, como um pintor que observa sua obra-prima ganha vida sob a luz suave do entardecer.

— Cada detalhe daquele momento refletia o esforço e a determinação que ela havia colocado para garantir que tudo desse certo, mesmo enfrentando a dúvida e a incerteza.

— Funcionou — ele concordou, respirando fundo, sentindo que a gravidade daquela conversa se dissolvia aos poucos.

— Amanhã cedo, tenho um voo, voltamos para os Estados Unidos, e a viagem é a próxima etapa crucial nesta jornada que estamos trilhando.

Vitória manteve sua postura resoluta, uma rocha em meio à tempestade, preparada para enfrentar novos desafios, como um soldado que se prepara para a próxima missão com foco e determinação. — Seu espírito indomável estava inegavelmente presente, e mesmo diante do desconhecido, ela sentia que estava pronta para tudo o que viria a seguir.

— Compreendo, você estará disponível para viajar amanhã?

— Sim, senhor — respondeu ela, convencida de sua decisão, uma chama de propósito brilhando em seu olhar, ciente de que cada passo dado a partir daquele momento teria um impacto significativo no que estava por vir.

— Você possui passaporte? — questionou Alexander, com um olhar que denotava a seriedade da situação.

A pergunta ecoou no ambiente como um sinal claro das expectativas que estavam prestes a ser impostos sobre Vitória, uma jovem que estava prestes a entrar em um novo capítulo de sua vida.

— Está com tudo em ordem — confirmou Vitória, um leve sorriso de confiança se espalhando por seu rosto.

Ela tinha se preparado para esse momento, organizando cada documento que poderia ser necessário, em um esforço que refletia sua determinação em se tornar parte dessa nova aventura.

— Afinal, o inesperado sempre trazia consigo um pouco de nervosismo, mas acima de tudo, uma tremenda excitação.

Alexander assentiu, satisfeito, como um chefe ajustando os planos de uma equipe pronta para ação.

O alívio tomou conta dele, enquanto se imaginava liderando o grupo através de desafios desconhecidos.

— A confiança que ele depositava em Vitória, agora contratada, era palpável no ar.

— Então está contratada — declarou ele com firmeza, engajando-a com um tom que misturava entusiasmo e responsabilidade.

Vitória piscou, surpreendida com a notícia que parecia inesperada, como um presente surpresa em um aniversário, onde as emoções conflitantes de alegria e incredulidade se entrelaçavam.

— A oportunidade tão almejada se revelou de maneira abrupta, fazendo-a reavaliar cada passo que havia dado até ali.

— Senhor? — perguntou, sua voz carregando uma mistura de espanto e gratidão.

Ela mal podia acreditar que uma chance como essa havia surgido tão rapidamente.

— Diana colocou a palavra dela — explicou Alexander, enquanto se recostava em sua cadeira, transformando-se em um mentor, claramente impressionado pelo talento de seu pupilo.

— E o que observei aqui foi suficiente para decidir, como se cada interação tivesse sido uma evidência cabal de suas capacidades e potencial. Senti que você é mais do que adequada para o que vem pela frente.

Emily, curiosa, sorriu e perguntou, seus olhos brilhando com animação:

— Ela vai com a gente?

Alexander olhou carinhosamente para sua filha, percebendo o quanto essa nova adição poderia significar não apenas para ele, mas também para Emily. Ele confirmou:

— Vai.

Com um gesto contido, Vitória inclinou a cabeça, emocionada, como alguém que recebe o reconhecimento de um sonho realizado, e ao mesmo tempo, se viu imersa no desafio à sua frente. Era uma oportunidade que prometia não apenas uma mudança em sua vida profissional, mas também um novo começo.

— Obrigada, senhor — disse ela, com a voz trêmula de emoção, sentindo-se grata e animada por estar prestes a embarcar em uma jornada tão significativa.

— Primeiro, vamos discutir o salário e outros detalhes — continuou ele, sua voz firme e clara. — Por enquanto, você pode ficar com as crianças. O jant

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