Adrian
O hall da mansão ainda vibra com a energia estática do que acabei de fazer. Minhas mãos, enfiadas nos bolsos do terno italiano, ainda tremem levemente, não de medo, mas de uma adrenalina bruta e primitiva. Eu a beijei. Eu quebrei minha própria regra de ouro, destruí semanas de um teatro meticuloso e fiz exatamente o que o chantagista queria: confirmei que Luna é o meu tendão de Aquiles.
Mas eu não pude evitar. Quando ela me enfrentou, com aqueles olhos transbordando uma coragem que