Adrian:
O silêncio na Mansão Valmont nunca foi algo que eu apreciei; o silêncio convida o pensamento, e meus pensamentos, ultimamente, têm um único e perigoso destino.
Eram seis da manhã. Eu estava no meu escritório, a luz cinzenta da aurora de Londres filtrando-se pelas cortinas de veludo pesado. Eu não precisava de despertador. O ritmo da minha casa era ditado por passos leves que subiam a escadaria de serviço exatamente às seis e quinze.
Luna.
O nome dela ecoava na minha mente como um mantra