NARRADORA
Longe do mármore importado e dos lençóis de algodão egípcio da cobertura de Alexandre, Isabelle Laurent estava no inferno.
O quarto de motel na beira da Rodovia cheirava a cigarro barato e desinfetante industrial. Ela havia cortado e tingido o cabelo loiro impecável de um castanho opaco no banheiro da pia rachada. Suas roupas de grife foram trocadas por jeans e um moletom genérico roubado de um varal qualquer durante a fuga.
Ela encarava a tela trincada de um celular pré-pago que com