JARIS
Tive um dia cedo no escritório.
Mas antes de sair, decidi ver como as crianças estavam. Voltei muito tarde ontem à noite e não pude vê-las.
Chegando à porta delas, ouvi a voz dela. Diminuí meus passos, a voz dela me trazendo o desconforto habitual.
Vê-la e ouvi-la era o lembrete constante do que ela faz ao meu corpo. Era algo que eu odiava e queria poder me livrar.
Abri as portas e assim que minha presença foi vista, ela parou de falar.
Ela estava sentada na beirada da cama, aplicando algo no peito de Xylon e massageando. Ela sempre foi muito boa com as crianças. Por isso me intrigava que ela tivesse planos de ir embora.
'Sei que você pode não acreditar, mas Xylon é a razão de você ter me pego em primeiro lugar. E pretendo ficar e terminar meu trabalho com ele. Ri. Não posso abandonar uma alma assim. Nunca.'
As palavras dela de dois dias atrás ficaram comigo. Poderia haver alguma verdade nisso?
— Papai! — Xyla correu até mim, me abraçando.
Xylon parecia que teria feito