JADE
Eu estava deitada no sofá havia tempo demais.
O tornozelo já quase não doía, mas o médico tinha sido bem claro sobre o repouso. Então ali estava eu, encarando o teto pela centésima vez naquele dia.
Lili passou pela sala carregando uma caneca de café. Parou no meio do caminho, olhou para mim, depois para o meu cabelo, e voltou a olhar para mim.
— Meu Deus.
Franzi a testa.
— O quê?
Ela apontou para a minha cabeça.
— Você está parecendo uma alma penada.
Passei a mão pelos fios.
— Meu cabelo e