HENRIQUE
O toque insistente do celular me arrancou do sono antes mesmo de o despertador programado ousar quebrar o silêncio da cobertura. Abri os olhos com dificuldade, a claridade filtrada pelas persianas automáticas desenhando linhas precisas sobre o lençol de fios egípcios. Estiquei o braço, tateando a mesa de cabeceira até encontrar o aparelho.
06h57.
O nome de Augusto ocupava a tela, luminoso e inconveniente. Atendi ainda com a voz pesada, o tom ríspido sendo a única defesa contra a interr