POV Heitor
A mansão Montenegro sempre foi um templo de silêncio. Silêncio de mármore, de paredes altas, de segredos guardados a sete chaves. Mas naquela madrugada, o silêncio não era imponência. Era sufocante. O tipo de silêncio que vibra na pele, que faz o coração bater mais forte só para preencher o vazio.
As cortinas ainda estavam abertas na sala. A lua cheia banhava os móveis com um brilho frio, cruel, como se até o céu se divertisse em expor minha miséria. O vestido de Elena ainda pendia d