Capítulo 55
André Luiz Albuquerque
Era tarde da noite quando cheguei ao endereço que, segundo nossas informações, servia de esconderijo para aquele rato. O silêncio do lugar não era natural. Era denso, pesado… como se o próprio ar estivesse prendendo a respiração.
Fiz um sinal discreto para os homens se posicionarem. Tudo cercado. Ninguém entrava, ninguém saía.
Subi os degraus devagar, um por um, sentindo o rangido leve sob minhas botas ecoar mais alto do que deveria naquela quietude estranha.