A Casa de Bonecas

A Casa de BonecasPT

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Resumen
Índice

Casas de bonecas são formadas por segredos e ilusões e, em seus cômodos trancados em falso conforto, você deve saber reconhecer seu verdadeiro inimigo. Tudo o que Lis queria, após estar ao lado de sua mãe em um divórcio difícil e desgastante, era poder sossegar no lugar o qual sempre sonhou: uma casa antiga em uma pequena cidade do interior, cuja possuí janelas trincadas assustadoras, portas que rangem ao serem abertas e... Uma porção de bonecas estranhas e bizarramente realistas escondidas na escuridão do sótão. O que a princípio parecia ser somente um mistério divertido e tentador para se iniciar uma investigação digna de filmes de terror, passa a ser um tormento que mostra cada vez mais à Lis que, embora os filmes pareçam ser realmente assustadores, a realidade pode acabar por ser mil vezes pior. Afinal, à quem pertencia aquela casa e por que simplesmente largaram meia dúzia de bonecas ali, sem mais nem menos? E por que o que deveria estar lhe causando mal, parece estar pedindo por ajuda? Em uma casa de bonecas, o quão longe mentiras e segredos podem ir?

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37 chapters
Prólogo
"As pessoas costumam ter certo preconceito com coisas velhasPessoas, objetos, casas...Acham que estão chatas, quebradas, sem qualquer utilidadeMas sabe o que é mais engraçado?São justo estas coisas, as "velhas"Que tem as melhores e mais interessantes histórias para contarPrincipalmente as casas e as pessoas,Sim, ah sim, elas escondem segredos bem interessantes..."                                                                                        &nbs
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Capítulo 1
– Será que você pode parar de drama? Pelo amor de Deus – minha mãe disse já se irritando, batendo as mãos contra o volante.Suspirei e limpei as lágrimas dos olhos e bochechas, sem querer soltando um soluço. O que mais eu podia fazer?– Mas mãe, era o meu livro favorito! Não pode ter acabado assim, simplesmente não pode! – Gritei com uma voz aguda incomum e meu coração se encheu com uma profunda tristeza.Eu havia passado uma semana lendo aquela maldita trilogia e ela acabava assim, sem mais nem menos. Estava com uma vontade gigantesca de ir até o Canadá só para bater na autora e mandar ela escrever mais. Ok, talvez isso fosse meio exagerado, mas
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Capítulo 2
Deviam ser por volta de cinco e meia da manhã quando finalmente desisti de caçar o sono e me sentei na cama virada para a janela, observando as poucas estrelas que não haviam sido escondidas por nuvens. Não conseguia tirar aquela família de bonecas da minha mente, afinal, eu nunca havia visto nada tão bizarro e sem sentido.Tinham aproximadamente umas vinte bonecas lá, todas diferentes umas das outras, cada uma assustadora à sua maneira. E no fim, as únicas caixas que eu e Eliel encontramos no sótão continuaram lá, pois nenhum de nós foi corajoso o suficiente para permanecer naquele lugar pelo tempo que fosse.Meu coração palpitava e a cada meio minuto um arrepio percorria minha espinha. Claro, eu estava morrendo de medo, mas n&atild
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Capítulo 3
Fiquei em silêncio o tempo todo até chegarmos em casa, me perdendo em meus próprios pensamentos. Alguma coisa naquela senhora me deixava inquieta, não algo ruim mas como se ela soubesse de algo que não sei. Algo a ver com as bonecas, talvez?Sorri e passei o dedo no vidro embaçado da janela, fazendo uma linha reta. Isso estava começando a ficar interessante. Eu tinha certeza que havia alguma explicação sobrenatural por trás de tudo. Ou será que eu só queria ter certeza? E... meus parabéns Lis, você conseguiu travar seu próprio cérebro.Fizemos o mesmo caminho para voltar para casa, mas desta vez não vi a menina brincando, devia ter percebido que não faria bem à saúde brincar fora de
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Capítulo 4
– Isso tudo é frio? – Minha mãe perguntou assim que cheguei na cozinha, encarando meu cachecol enquanto terminava de colocar as panelas e pratos na mesa.– Minha dor de garganta voltou – menti, esganiçando levemente a voz.Ok, não era uma mentira tão mentira assim, minha garganta estava queimando, tanto por fora quanto por dentro.Apoiei o queixo na palma da mão esquerda, batendo as unhas da mão livre na mesa. Não sabia mais nem no que pensar, e não aguentava mais que as únicas coisas para fazer naquela casa fossem investigar sobre espíritos e bonecas estranhas. Tinha que ter alguma coisa para me distrair...– Meus livros! &ndash
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Capítulo 5
Fiquei pelo menos uns cinco minutos parada, hora encarando a chave enferrujada na minha mão, hora encarando o bilhetinho bizarro em cima da cômoda, ainda pensando que tudo aquilo era somente uma alucinação e logo sumiria."Cuidado".– Santa Deusa, retiro tudo o que eu disse – falei com a voz falhando e pulei para o meio do quarto, indo direto para o interruptor e acendendo a luz.Estava paranoica, o medo corria pelas minhas veias. Para qualquer canto escuro do quarto que eu olhasse, imaginava a "Izzy" dos meus sonhos escondida ali, pronta para me tocar com aqueles dedos bizarros e retorcidos enquanto chorava daquele jeito perturbador digno de filme de terror.Voltei para a cama e fechei as cortin
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Capítulo 6
Estava deitada no sofá assistindo a um especial de O Incrível Mundo de Gumball e quase xingando por não ter nada para fazer quando lembrei que tinha sim algo para fazer.– Eliel, idiota – chamei meu irmão que estava com os olhos vidrados na televisão, devorando um pacote de cookies de chocolate.– O que foi agora? – perguntou com a boca cheia, fazendo sua voz sair rouca e abafada.–Vai tirar esse pijama, vamos sair – eu disse e ele se virou para me encarar, parecia preocupado.Não sei o motivo. Eu era uma irmã tão responsável, seria uma pena se eu estivesse distraída quando ele fosse atravessar a rua e acabasse
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Capítulo 7
Eu estava no caminho para casa junto de Henri e Eliel, encarando a palma da minha mão direita – talvez tentando ver algo, nem eu sabia ao certo – quando decidi quebrar o silêncio que já começava a incomodar.Estava muito curiosa para perguntar certas coisas, e aquilo me deixava tão ansiosa e inquieta que nem mesmo minha timidez conseguiu me conter.– Henri – chamei e ele voltou sua atenção a mim, esperando pacientemente que eu continuasse. – A Lira de quem sua avó fala... Ela...– Era minha tia, a filha mais nova da minha vó – ele respondeu com certo pesar, os olhos verdes baixos e distantes. – Tia Lira morreu durante o parto de seu primeiro filho, três anos atrás.
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Capítulo 8
Larguei o celular no chão e fechei os olhos, jogando-me no sofá depois de um longo suspiro.Minha mãe havia acabado de me ligar e, bom, ela iria passar mais uma semana na casa de minha avó e eu juro que não teria me importado tanto se demônios não estivessem tentando me matar.– Ai meu Senhor, me ajude a sobreviver durante essas duas semanas no inferno – murmurei e respirei fundo, passando as mãos no rosto enquanto tentava não pensar nas chances que tinha de acabar assassinada por bonecas bizarras.E depois do medo ainda tinha o tédio. Fora o fato de que não tinha nada para fazer, eu estava sem créditos no celular, sem internet e cansada de ver os mesmos programas na TV. Ótima vida.Leer más
Capítulo 9
Aquilo era coisa de Eliel, eu tinha certeza. Ele sabia o quanto eu odiava ficar sozinha em lugares cheios e o quanto isso me deixava nervosa, e provavelmente estava rindo da minha cara naquele exato momento.Ah, Deus, quando o eu o encontrasse...Se acalme Lis, o que você precisa fazer agora é encontrar aqueles dois e ir embora. Sem xingar, sem dar piti, apenas procure os dois e dê o fora daqui antes que tenha um ataque de raiva.Ok. Respirei fundo e fui até uma barraca que parecia estar vendendo bebidas quentes – coisa que eu parecia precisar com urgência pois já sentia meu corpo inteiro se entorpecer com o frio.– Boa tarde, em que posso ajudar? – Uma atendente loira platinada perguntou de forma automática enquanto tentava não parecer entediada e de saco cheio daquele trabalho.Travei por alguns segundos, me sentindo um pouco pressionada enquanto ela me encarava como
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