Ricardo respondeu devagar, num tom deliberadamente sereno:— Vim encontrar uma amiga.Os dedos de Patrícia tremeram, mas ela se controlou logo em seguida. Baixou os olhos, evitando o olhar intenso de Ricardo, e falou para Arthur:— Leve Flora para dentro primeiro.Arthur olhou para ela e depois para Ricardo. Estava confuso, mas não fez perguntas. Apenas apertou a mão de Patrícia.— Se precisar, me chame.Ele entrou com Flora no colo, ainda olhando para trás várias vezes, preocupado.Patrícia e Ricardo ficaram sozinhos na loja, cercados por um silêncio tenso.Ela respirou fundo. Quando ergueu o rosto, já tinha recuperado a calma. Fez um cumprimento educado, sem emoção na voz.— Olá, senhor.A formalidade distante doeu em Ricardo.Ao perceber os olhos baixos de Patrícia e a distância que ela fazia questão de manter, ele abriu um sorriso frio.— Você parece muito com uma pessoa da minha família que morreu.Os cílios de Patrícia tremeram de leve, mas ela não ergueu os olhos.— Existem m
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