O chicote cortou o ar com um estalo feroz, emitindo um som agudo e penetrante.A primeira chicotada atingiu as costas de Sofia, deixando-as ensanguentadas.Sua boca estava amordaçada com um pedaço de pano velho, impedindo-a de soltar sequer um grito de dor. Quando a dor não podia ser extravasada, ela apenas se espalhava de forma ainda mais cruel por todo o corpo.Mas, antes mesmo que conseguisse suportar aquela agonia, o chicote desceu novamente.Uma vez após outra. Os estalos ecoavam sem parar pelo quarto fechado.Sofia desejava morrer de tanta dor, encolhida no chão.— Vocês não podem fazer isso comigo! — Com dificuldade, ergueu a cabeça e conseguiu forçar uma voz rouca para fora da garganta.Ninguém, porém, lhe deu atenção.O sangue se espalhava pelo chão, misturado ao cheiro peculiar daquele clube, criando uma atmosfera especialmente sinistra.A consciência de Sofia começou a se perder em meio àquela surra interminável. Mas, sempre que estava prestes a desmaiar, alguém despejava be
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