O som da chave de Helena girando na porta da recepção externa ressoou pelo andar como um tiro de misericórdia. O clique metálico foi acompanhado pelo ruído abafado dos saltos dela caminhando em direção à própria mesa, a poucos metros de onde estávamos. O zíper da minha saia deslizou até o fim. O pavor me paralisou a meio caminho, os dedos congelados sobre o tecido, meus olhos arregalados encarando a porta de madeira maciça que era a única barreira entre a minha reputação e o escândalo absoluto. — Henrique... a Helena chegou — sussurrei em um sopro desesperado, o ar mal saindo da minha garganta. — Por favor, ela tá logo ali fora! — Eu sei exatamente onde ela está, baby — Henrique murmurou com uma calma glacial, sem demonstrar a menor preocupação. Sua mão subiu com velocidade, terminando de empurrar a saia pelas minhas coxas até ela cair na borda da mesa. Ele abriu a própria calça, libertando sua rigidez impaciente, e antes que eu pudesse soltar um único protesto, segurou meu quadri
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