O som da chave girando na fechadura do meu apartamento ecoou pelo hall silencioso. A porta se fechou e eu desabei contra a madeira, deixando a bolsa cair no chão. O silêncio do meu quarto parecia gritar todas as verdades que tentei sufocar durante a corrida de carro.
Caminhei em direção ao banheiro como um autômato. Ao acender a luz, a imagem no espelho me fez dar um passo para trás. Lábios inchados, olhos marejados e o cabelo desalinhado. Baixei os botões da blusa social branca, a mesma que