A madrugada ainda envolvia a pequena cidade italiana quando o despertador antigo, apoiado sobre a cômoda desgastada, rompeu o silêncio da casa com um toque baixo e insistente.Laura despertou imediatamente.Não havia espaço para mais alguns minutos de descanso. Havia muito tempo que ela aprendera que a vida não esperava por ninguém.Sentou-se na cama estreita e respirou fundo por alguns segundos. O corpo ainda reclamava do cansaço acumulado da semana anterior. As costas doíam, as pernas pareciam pesadas e os olhos ardiam pelas poucas horas de sono. Mesmo assim, levantou-se.A casa era simples.Os móveis eram antigos, alguns herdados dos avós, outros comprados em brechós ao longo dos anos. As paredes claras já apresentavam pequenas rachaduras, e o piso de cimento conservava o frio característico das primeiras horas da manhã.Era um lar humilde.Mas era ali que existiam todas as lembranças felizes que Laura ainda possuía.Ela caminhou em silêncio até o pequeno banheiro, prendeu os longo
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