Enquanto Ethan se afogava na autocompaixão, Margaret se jogou no sofá da sala, o eco da discussão com Ethan ressoando na mente como um tambor implacável. Horas atrás ela tinha perdido a cabeça, e agora o remorso a consumia.— Meu Deus! O que eu fiz? Eu devia ter me controlado. Eu sou a adulta; além do mais, deveria oferecer consolo e não palavras cortantes. Eu sei que a atitude dele vem de alguma coisa, ele é muito novo pra estar tão cheio de raiva. Amanhã eu falo com ele. Por enquanto, o único que posso fazer é tomar um banho.Naquela noite o sono não foi gentil. O rosto de Ethan, tão frágil e ao mesmo tempo quebrado, a perseguia em cada canto da mente. Aqueles olhos escuros, profundos como poços sem fundo, gritavam uma dor que ela não conseguia decifrar.Ao amanhecer, Margaret buscou consolo no jardim. Os girassóis, um presente do pai pelo aniversário, se erguiam radiantes sob o sol nascente. Acariciou as pétalas com ternura, sussurrando:— Que vocês tenham um dia tão lindo quanto o
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