A distância que nos separava era uma ilusão frágil que, de repente, se estilhaçou por completo. O pânico de ser uma aberração havia evaporado, deixando um rastro de pólvora espalhado pelas minhas veias que apenas precisava de uma faísca para explodir. E Aedan era o próprio incêndio.Não houve nenhuma hesitação, nenhuma delicadeza romântica ou cautela ensaiada. Foi um choque brutal, primitivo e desesperado, o colapso inevitável de anos reprimindo uma natureza que implorava rasgando as nossas gargantas para ser libertada. Aedan ergueu o rosto do meu pescoço, os olhos de cobre brilhando com uma urgência febril e sombria, e capturou a minha boca com uma fome devastadora.Os lábios dele abriram os meus com força, quentes e úmidos, a língua invadindo a minha boca com uma possessividade absoluta que me roubou todo o oxigênio. Eu arfei, o som morrendo abafado contra a boca dele, enquanto as nossas línguas se encontravam numa dança frenética, molhada e possessiva. O gosto dele era inebriante,
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