O fogo crepitava na lareira da sala de estudos, lançando sombras quentes e dançantes sobre as prateleiras de carvalho maciço e os milhares de pergaminhos que guardavam a história de Obsidiana. O castelo lá fora continuava a sua rotina gélida e militar, mas, dentro daquelas quatro paredes, o tempo parecia ter parado. Não havia Rei, não havia Estrategista, não havia Comandante. Havia apenas uma mãe e os seus dois filhos.Estávamos deitados no chão, sobre os grossos e macios tapetes de pele de urso que forravam a pedra fria. Eu estava no centro, de costas para o chão, fitando o teto abobadado. Torin estava deitado à minha direita, com os braços cruzados atrás da cabeça platinada, enquanto Aedan estava à minha esquerda, de lado, apoiado no cotovelo, observando as brasas com o seu olhar de cobre.Era uma cena idêntica a dezenas de outras que havíamos partilhado quando eles eram apenas filhotes desajeitados, fugindo dos treinos rigorosos de Soren para se esconderem no meu refúgio. Mas agora
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