Volto para a mansão na terça-feira com o corpo cansado da viagem, mas a cabeça ainda fervendo com tudo o que aconteceu na fazenda. A senhora Hargrove está de volta e me recebe com sua habitual eficiência. O dia começa normal: limpo a sala de jantar, organizo a biblioteca e ajudo na cozinha. Albert passa por mim algumas vezes sem dizer nada, mas sinto seu olhar me acompanhando.No final da tarde, quando estou sozinha na lavanderia dobrando lençóis, a porta se fecha atrás de mim. Viro-me e ele está lá, de braços cruzados, bloqueando a saída. O ar muda imediatamente.— Precisamos conversar — diz ele, a voz baixa e firme.— Não temos nada pra conversar, Albert. Eu já disse tudo que precisava.Ele se aproxima devagar, parando a menos de um metro de mim. Seus olhos estão escuros, intensos.— Você me deu um tapa. Na minha própria casa. E depois me mandou embora como se eu fosse qualquer um.— Você tentou me beijar à força — respondo, erguendo o queixo. — O que você esperava?Ele respira fund
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