Nyana tentou manter a postura. Durou cinco segundos.O elevador subia devagar demais, como se testasse deliberadamente a resistência emocional dela. O silêncio entre os dois não era desconfortável — era pesado, denso, elétrico, carregado de tudo que nenhum dos dois queria nomear.O rubor aumentou, traiçoeiro, espalhando-se do pescoço para as bochechas. Nyana virou o rosto para o lado, tentando recuperar o fôlego sem que ele percebesse.Araziel finalmente falou, a voz baixa e calma demais para ser inocente.— Está quente aqui?A pergunta simples acertou em cheio. A vergonha dela piorou imediatamente, como se ele tivesse apontado exatamente o que ela tentava esconder.— Eu… não sei — murmurou ela, a voz saindo mais baixa do que pretendia.Ele inclinou a cabeça um milímetro, estudando o rubor que se espalhava pela pele dela como tinta úmida. O olhar era atento, quase clínico, mas havia algo mais por baixo — algo quente, contido, perigoso.— Hm.Apenas isso.Mas significava: eu percebi tu
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