Nyana agradeceu, desligou e, discretamente, levantou os olhos para o escritório de Araziel — a porta entreaberta, ele revisando algo no monitor, mas atento ao menor movimento.— Senhor Vael? — a voz dela atravessou o ambiente com aquela suavidade impecável.Ele ergueu os olhos no mesmo instante em que ela explicou a situação. Araziel não demonstrou surpresa, irritação ou qualquer outra emoção. Apenas assentiu com um movimento curto da cabeça — autorização silenciosa, precisa, quase militar.Nyana estava acostumada. Mas hoje, com o clima pesado que pairava desde a manhã, algo nela ficou levemente tenso. Não era medo, nem desconforto visível — era apenas um músculo da nuca mais rígido, a respiração um pouco mais contida, o tipo de alerta que só alguém que a conhecia muito bem conseguiria perceber.O elevador abriu.Um homem saiu.Grande. Imponente. Barba cerrada e bem tratada, traços árabes fortes, olhos escuros e inteligentes que analisavam tudo ao redor. Paletó escuro de corte impecáv
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