Ela faz uma pausa, olhando para as próprias mãos unidas sobre o ventre. O tom de voz dela, que antes era de pura implicância bem-humorada, suaviza de repente, ganhando uma nota de profundidade que me faz prestar ainda mais atenção.— Mas... quer saber da verdade? Para mim, nada disso importa de verdade. Que venham as marcas, que a minha pele mude, que o meu corpo mude. O que importa de verdade é que, depois que esses três pequenos nascerem, eu nunca mais, em toda a minha vida, vou me sentir sozinha neste mundo. Eu passei vinte e seis anos sentindo um vazio no peito que parecia não ter fim, achando que eu era um erro abandonado na sarjeta. Agora eu sei que vou ter uma família minha.Sinto o meu coração apertar de amor por ela. A dor da rejeição que ela carregou a vida inteira é algo que eu quero ajudar a curar, pedaço por pedaço.— E tem outra coisa, Evander... — ela continua, o olhar brilhando com uma satisfação genuína de dever cumprido. — A minha maior e mais constante preocupação e
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