PÂMELLA
Bato a porta do meu carro importado com uma força que faz os vidros tremerem, jogando a bolsa de grife no banco do carona. Dou a partida, pisando fundo no acelerador, fazendo os pneus cantarem no asfalto do estacionamento daquele hospital maldito. O meu sangue ferve. Minhas mãos, firmes no volante de couro, ainda tremem de puro ódio e da humilhação pública que o Evander me fez passar, me arrastando pelo corredor feito uma criminosa.
— Quem aquela vagabunda de orfanato pensa que é para m