LAÇO DE SANGUE
MABEL
A porta se fecha e o silêncio que se instala no quarto de hospital é denso, quase sufocante. Fico sentada na cadeira de rodas, a poucos metros da cama, encarando a mulher que eu passei semanas chamando de patroa, de amiga, de aliada... e que agora sei que é a raiz da minha própria existência.
Margot me olha com os olhos transbordando de lágrimas que correm livremente pelas suas bochechas pálidas. Ela estende a mão trêmula na minha direção, o peito dela soltando um soluço c