Valeria passou toda a noite caminhando de um lado para o outro na varanda, com o telefone apertado contra o peito. Toda vez que fechava os olhos via a foto: ela inclinada sobre Alejandro, seringa na mão, enquanto ele a olhava com aquela paz doentia.Às seis da manhã, Mateo levantou e a encontrou ainda acordada.— Valeria, isso já não é normal — disse preocupado, segurando seus ombros. — Você tem que me contar o que está acontecendo. Não me diga que são só pesadelos.Ela o olhou. Por um segundo esteve tentada a contar tudo. Mas lembrou da última mensagem: “Se falar, perde tudo.”— Não é nada que eu possa te contar ainda — sussurrou. — Mas preciso que confie em mim.Mateo a soltou, claramente magoado.— Confiar em você? Há dias você está mentindo na minha cara. Mal dorme, pula com qualquer barulho e olha o telefone como se esperasse que ele exploda na sua mão. O que está acontecendo, Valeria?Antes que ela pudesse responder, Luca começou a chorar do quarto. Valeria aproveitou a distraçã
Ler mais