(POV Liah)A boca de Christian ainda parece impressa na minha pele quando o celular vibra de novo, três horas depois do vestiário, e o nome que aparece na tela faz qualquer resquício de calor sumir do meu corpo numa fração de segundo. Passei essas três horas evitando o Christian pelos corredores da mansão, fingindo organizar prontuário que já tava organizado, qualquer desculpa pra não cruzar com ele antes de conseguir decidir o que aquele beijo significava — ou, mais honesto, antes de conseguir fingir pra mim mesma que não significava nada.Fábio.Atendo no segundo toque, antes que o som chame atenção de qualquer pessoa da casa, e me tranco no banheiro da suíte que o clube preparou pra mim, a porta fechada nas minhas costas, a mão livre já segurando a pia pra ter algum apoio.— O que você quer agora?— O que eu quero? A voz dele sobe na hora, gritando de um jeito que ele nunca fazia perto de testemunha, só comigo, só nesse tom que eu memorizei dois anos atrás sem nunca conseguir esq
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