(POV Liah)
O espelho do banheiro devolve uma mulher que eu não reconheço totalmente, e isso já é dizer muito, considerando os últimos dois meses da minha vida.
Refaço o coque pela terceira vez, as mãos ainda tremendo o suficiente pra eu errar a tensão do elástico nas duas primeiras tentativas. Não é frio. Não é cansaço.
É o corpo processando, com atraso, o tamanho exato do que aconteceu ontem naquela sala de fisioterapia — cada centímetro de pele que ainda guarda o calor dele, cada músculo que