(POV Christian)Três dias e Liah não saiu da cama mais do que o estritamente necessário pro banheiro.Não chora na minha frente. Não fala muito além de respostas monossilábicas quando eu pergunto se ela quer comer, se quer água, se quer qualquer coisa que eu consiga oferecer com as mãos limitadas que tenho pra esse tipo de cuidado. Os olhos dela ficam fixos num ponto qualquer da parede, longe, processando alguma coisa que eu não tenho acesso nenhum. No primeiro dia, tentei conversar, preencher o silêncio com qualquer assunto que parecesse leve o suficiente pra distrair. Ela não respondia, só fechava mais os olhos, e eu aprendi rápido que silêncio compartilhado vale mais do que qualquer tentativa de conversa forçada.Aprendi, nesses três dias, uma versão de mim mesmo que eu não sabia que existia. Versão que não precisa de aplauso, não precisa de resultado visível, não precisa de placar pra justificar o esforço. Só precisa aparecer, todos os dias, no mesmo horário, com a mesma sopa, a
Ler mais