ALINA MONTSERRATAii que ódio! Não era para ter sido tão bom. Absolutamente não era.E por que raios eu não conseguia me afastar dele agora?Eu estava ali, jogada de qualquer jeito sobre os lençóis, com o quadril levemente erguido e a cabeça encaixada na dobra do braço grande e quente do italiano. Parecia que aquilo era a coisa mais natural do mundo, como se eu não tivesse acabado de perder metade da minha sanidade entre os lençóis.— Você está bem? — a voz dele vibrou contra mim, grave e rouca.— Estou.Uma mentira deslavada. Por dentro, eu estava em completo colpaso, tentando processar a intensidade do que tinha acontecido. Dominic me encarou com aquele ar desconfiado, a sobrancelha levemente arqueada e lendo cada microexpressão do meu rosto.— Está muito dolorida?Revirei os olhos, recuperando a minha armadura de insolência.— Não, nem fez cócegas.— Então por que está com as pernas abertas desse jeito?Travei por meio segundo, sentindo o rosto esquentar. Droga. Ele tinha me pego n
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