DOMINIC BELLANDIAinda estava deslizando os dedos pela coxa da ruiva sob a mesa, um toque leve que arrancava arrepios imediatos de sua pele. Alina esfregava as coxas, denunciando a agitação interna, embora mantivesse a expressão impassível, uma máscara de indiferença que eu fazia questão de destruir.— Também quero fumar.Retirei a mão abruptamente. A voz dela soou arrastada, quase letárgica, enquanto virava mais um gole do meu uísque com a naturalidade de quem bebe água. Encarei-a com descrença. Aquela mulher era, sem sombra de dúvidas, completamente insana.— Nem fodendo.— Mereço cometer alguns erros — rebateu ela, a audácia vibrando em cada sílaba. — Fui a garota perfeita a vida inteira e terminei sequestrada. Agora quero dar PT.Franzi o cenho, desconhecendo a gíria.— PT?Ela deu de ombros, as bochechas tingidas por um rubor provocado pelo álcool.— Sei lá. É como a Mavi descreve quando alguém bebe até apagar em alguma festa da faculdade.Levei os dedos aos lábios, processando
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