O bipe discreto do elevador privativo anunciou o retorno de Marcus. Quando a porta de metal escovado se abriu no hall da cobertura, meu motorista entrou carregando duas sacolas grandes de papel pardo com o logotipo da farmácia central do hospital da holding. Ele estava ligeiramente arfante, com gotas de chuva brilhando nos ombros do seu terno escuro, mas a sua expressão era de dever cumprido.— Aqui está tudo, Sr. Vance — Marcus disse, mantendo a voz baixa, instintivamente sintonizado com a atmosfera de vigília que comandava o apartamento. — O farmacêutico-chefe separou pessoalmente cada item. As ampolas, os compressores, as agulhas descartáveis e os protetores. Está tudo conferido.— Obrigado, Marcus. Dispense o carro por hoje, mas fique com o rádio ligado — respondi, pegando as sacolas das suas mãos.Coloquei o carregamento sobre a imensa bancada de mármore da cozinha integrada. O barulho do papel pardo sendo aberto atraiu Eleanor e a mãe de Alice, que se levantaram do sofá num movi
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