O silêncio que reinava na minha sala da presidência no trigésimo andar da Vance Holding não era de paz; era a calmaria opressiva que antecede a detonação de uma ogiva.
O imenso monitor de LED embutido no painel de jacarandá exibia o encerramento do programa de Penélope. A imagem congelada na tela era a de Dalila, ostentando aquele mesmo sorriso cínico e aristocrático que eu aprendera a desprezar quatro anos atrás, emoldurada por tweets e manchetes instantâneas que nos acusavam de manter um casa