O visor do meu iPad brilhava na escuridão do meu apartamento no *Upper East Side*, refletindo o texto em letras garrafais que eu mesma havia revisado três vezes antes de autorizar a publicação no portal do *The New York Chronicle*. Eram cinco e meia da manhã, o horário exato em que a elite de Manhattan acordava para checar as bolsas de valores e as vidas alheias.
O título da nota de rodapé na minha coluna de fofocas de alta classe era cirúrgico:
> **O SUMIÇO DA SRA. VANCE: FACHADA OU CRISE NO I