As duas saíram do campus universitário pouco depois do meio-dia.O sol brilhava forte sobre a cidade, mas Clara parecia incapaz de ficar parada por mais de três segundos. Andava de um lado para o outro. Falava sem parar. Gesticulava como se estivesse tentando resolver uma crise internacional.E Isabelly, como sempre, limitava-se a observá-la em silêncio.— Você está surtando.— Não, estou desesperada. Isso é diferente.— É exatamente a mesma coisa.Clara revirou os olhos.— Você não entende.— Entendo perfeitamente.— Não entende nada.— Seu pai vai jantar na sua casa.— Exatamente!— Continua não sendo motivo para pânico.Apesar da resposta atravessada, Clara acabou sorrindo.Era impossível permanecer nervosa perto de Isabelly por muito tempo. Aquela mulher tinha o estranho talento de transformar tragédias em situações administráveis. Ou pelo menos, menos assustadoras.Primeiro passaram em uma loja de decoração. Depois em outra. E mais outra. Clara queria comprar tudo. Absolutamente
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